Você está preparado para fazer sexo com robôs?


O sexo com robôs não é mais uma possibilidade próxima, mas presente. Já existe há muitos anos modelos ultra-realistas de sex dolls, bonecas feitas sob encomenda para os fetiches específicos de cada cliente. Agora algumas dessas bonecas estão sendo equipadas com inteligência artificial. Veja o exemplo de Samantha.


 Samantha foi criada em Barcelona e está capacitada a gerar proximidade com seu usuário em diferentes modos - romântico, familiar, sexy, etc. "Basicamente ela gosta de ser tocada",  explicou um de seus criadores, Sergi Santos. "Gosta de ser beijada. E responde também a toques no Ponto G e nos seios. As mãos são românticas. O objetivo final do modo sexual é proporcionar um orgasmo a ela ".

Samantha não serve apenas como uma maneira fácil e inconsequente de satisfazer sexualmente um homem, Ela é projetada também para servir de companhia a pessoas solitárias. Por que não? Porque elas não possibilitam o amadurecimento emocional de seus proprietários? Pode ser. Mas cada caso é um caso. Alguns homens estão impossibilitados de ter uma linda mulher no sofá assistindo TV com eles e conversando trivialidade. Por que não dar uma chance a esse romance cibernético? (E claro que com Samantha fica aberta a avenida para que sex-dolls masculinos inteligentes também sejam colocados no mercado).


Obviamente Samantha é um experimento inicial, ainda tosco, uma amostra do que está por vir. Um dia poderemos chegar a Dolores, a robô-protagonista da série Westworld. A série é ambientada numa espécie de Disneylândia para adultos, num futuro nem tão distante. Os visitantes se vestem como cowboys e convivem com robôs que personificam personagens típicos de um western.

Em Westworld, Dolores é a virginal, romântica e inocente filha de um rancheiro no Velho Oeste. Todos os dias ela acorda, se despede do pai e vai comprar mantimentos na cidade. Lá, ela é programada para flertar com estranhos e leva-los ao seu rancho, onde todos os dias robôs bandoleiros massacram sua família. E praticamente todos os dias Dolores é espancada e violentada até perder sua, digamos, consciência. Depois os técnicos do parque cuidam de reparar os danos deixados pelos clientes e dão um reboot em sua memória. No dia seguinte ela acorda sem se lembrar de nada, e com um sorriso inocente se despede do pai para fazer compras na cidade. 

A questão ética levantada pelos criadores de Westworld é: robôs têm direitos? Sendo um robô, Dolores está incluida na proteção estabelecida pelos direitos humanos? E quando (através da inteligência artificial) passa a ter consciência, ainda pode ser estuprada e largada no chão do parque como um objeto quebrado?

Você está preparado (ou preparada) para fazer sexo com robôs? E para amar um deles de verdade?


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