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O New York Times digital vai muito bem e aponta o caminho

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O Estado de São Paulo de hoje publica matéria mostrando que o New York Times está comemorando o crescimento do número de assinantes em 27%. Só nos últimos três meses de 2018 foram 265 mil novos assinantes. O total agora é de 4,3 milhões de assinantes (incluindo os da versão impressa). O objetivo é chegar aos 10 milhões em 2025.

Eu sou um deles, e há muito tempo. Tenho minhas restrições (como, por exemplo, a péssima cobertura que eles fazem do Brasil). Mas o NYT desmente o mito de que "a tecnologia está acabando com o jornalismo". 

O que mata o jornalismo é a falta de visão. E o New York Times soube se adaptar ao mundo digital desde o começo. Se reinventou. Libertou-se da prisão do papel, deixando essa visão nostálgica e fetichista para trás. Continua com o papel, mas priorizou o caminho certo da digitalização.

Só no ano passado, o NYT contratou 120 jornalistas, aumentando sua redação para 1.600 profissionais. Continua mandando repórteres e correspondentes para todos os cantos d…

O estúpido fim do Google+

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Tenho duas boas razões para estar triste com o fim do Google+, agora anunciado oficialmente.

Eu entrei no G+ (a rede social da Google) logo no início, em 2011, quando ainda era colunista da revista Info, da editora Abril. Para aumentar a audiência, a Google fez uma série de ações promocionais. Uma delas eu nunca compreendi como funcionou. Mas também não reclamei.

Nesse início, eu tinha lá minhas centenas de seguidores no G+. O pessoal da Google Brasil entrou em contato comigo e perguntou se eu queria multiplicar meu número de seguidores. Eu respondi claro, mas o que tenho que fazer?  "Nada", disseram eles. "Apenas faça alguns posts por dia falando sobre futebol".

E foi assim que um dia minha lista de seguidores tinha chegado a 700 mil. Número digno de estrela de cinema ou cantor sertanejo. 

Logo senti que esse número gigantesco estava me iludindo. Meus posts no G+ não geravam a resposta que eu esperava. Ao que tudo indica, ninguém estava prestando atenção ao Google+.  …

O "posto de combustível"

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O Shopping Center Iguatemi, de São Paulo (e primeiro do Brasil) está fazendo uma promoção muito oportuna. Para divulgar um carro elétrico da Porsche, disponibilizou um "tanque de combustível" no estacionamento do shopping.

Sei que não é tanque, mas me parece que foi desenhado para se parecer com um. É preciso convencer o brasileiro a comprar um carro elétrico, e ainda estamos muito longe de começar esse processo. Estamos e pelo jeito vamos continuar por muito tempo vivendo adormecidos na era do petróleo. 

Mesmo assim, é muito bom ver um exemplo como esse, produzido pelos revendedores BMW e Porsche. O fato de colocarem um carregador num estacionamento de shopping ajuda a colocar o carro elétrico na categoria de futuros fatos cotidianos.

Temos que nos acostumar com a era dos carros elétricos, mais seguros, não-poluentes, (muito) mais econômicos e versáteis em sua concepção. Ainda estão estupidamente caros no Brasil, em boa parte por causa dos impostos. 

Mas um dia estarão rodando …

E-books - quebrando velhos costumes

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Eu sempre fui a favor de fazer de livros digitais mídias realmente novas, libertas da prisão do papel. Ou seja, quem quer livro de papel que leia livro de papel. Mas quem lê e-book, quer ler livros eletrônicos e não imitações de livros impressos. Nunca gostei da ideia de fazer as páginas de e-books se "dobrarem" graficamente e fazerem ruido de folhas de papel sendo viradas.

Recentemente, lendo um livro no Kindle, percebi que ele vai um passo além. Não só não quer imitar páginas sendo viradas, como oferece a opção de acabar com as próprias páginas. O texto pode se lido verticalmente, como uma página em HTML. A divisão em páginas não é mais necessária. Parece óbvio, mas por que ninguém pensou nisso antes?
20 anos da história da tecnologia estão em Alma Digital:  http://goo.gl/MzssB8

IMDb vai lançar seu próprio serviço de streaming

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O IMDb é a maior base de dados sobre cinema e séries do mundo. E agora está lançando seu próprio serviço de streaming no estilo Netflix, o Freedive. Eles oferecem uma quantidade limitada de longas (como Awakenings, Foxcatcher, Memento, Monster, Run Lola Run, The Illusionist, The Last Samurai, True Romance) e séries (como Fringe, Heroes, The Bachelor e Without a Trace). E o serviço está limitado - por enquanto aos Estados Unidos.
Com essa iniciativa, o IMDb entra na onda de futuros concorrentes da hoje todo poderoso Netflix. Entre eles, a Disney e a Apple.

Por enquanto o serviço é restrito somente aos EUA.


20 anos da história da tecnologia estão em Alma Digital:  http://goo.gl/MzssB8

IBM anuncia o primeiro computador quântico

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Já li alguns artigos tentando mostrar o princípio da computação quântica. Mas seus autores simplesmente desistiam de tentar explicar a leitores leigos do que afinal como ele funciona. O que sabemos é que um computador quântico vai transformar os nossos atuais computadores em refugos obsoletos.

Essa nova era começou agora que a IBM anunciou o Q System One, o "primeiro sistema integrado de computação quântica". Ele vai ser destinado para pesquisas científicas, sistemas financeiros complexos e desenvolvimento da inteligência artificial. Nele, os bytes são substituídos por "qubits". Num computador quântico, os qubits podem estar em dois lugares ao mesmo tempo. 

O vídeo oficial da IBM (em inglês) mostra os detalhes desse lançamento revolucionário:



20 anos da história da tecnologia estão em Alma Digital:  http://goo.gl/MzssB8

A resiliência do radinho de pilha

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Essa propaganda publicada em 1941 no New York Times mostra um dos primeiros aparelhos que modificariam o mundo: o rádio portátil. Antes dele, rádios eram objetos pesados que ficavam no centro da sala e das atenções da família, dependentes da rede elétrica. Com o rádio portátil (e as pilhas) as pessoas puderam levar a diversão e a informação junto com elas, para onde quer que fossem. O anuncio não especifica, mas provavelmente esse aparelho só trabalhasse com a banda de AM. A FM ainda era um clube fechado.
Hoje, o rádio portátil não é mais necessário. Os Smartfones (quase todos) já incluem um receptor de FM. E vão muito, muito além disso - com aplicativos como o TuneIn somos capazes de captar qualquer emissora do mundo que transmita pela internet.
Mesmo assim, os radinhos de pilha sobrevivem. Podem ser encontrados em lojas de estações rodoviárias e bazares de bairros. Sua sobrevivência é um dos mistérios da vertiginosa metamorfose da tecnologia, especialmente na última década. O segredo …