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E-books - quebrando velhos costumes

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Eu sempre fui a favor de fazer de livros digitais mídias realmente novas, libertas da prisão do papel. Ou seja, quem quer livro de papel que leia livro de papel. Mas quem lê e-book, quer ler livros eletrônicos e não imitações de livros impressos. Nunca gostei da ideia de fazer as páginas de e-books se "dobrarem" graficamente e fazerem ruido de folhas de papel sendo viradas.

Recentemente, lendo um livro no Kindle, percebi que ele vai um passo além. Não só não quer imitar páginas sendo viradas, como oferece a opção de acabar com as próprias páginas. O texto pode se lido verticalmente, como uma página em HTML. A divisão em páginas não é mais necessária. Parece óbvio, mas por que ninguém pensou nisso antes?
20 anos da história da tecnologia estão em Alma Digital:  http://goo.gl/MzssB8

IMDb vai lançar seu próprio serviço de streaming

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O IMDb é a maior base de dados sobre cinema e séries do mundo. E agora está lançando seu próprio serviço de streaming no estilo Netflix, o Freedive. Eles oferecem uma quantidade limitada de longas (como Awakenings, Foxcatcher, Memento, Monster, Run Lola Run, The Illusionist, The Last Samurai, True Romance) e séries (como Fringe, Heroes, The Bachelor e Without a Trace). E o serviço está limitado - por enquanto aos Estados Unidos.
Com essa iniciativa, o IMDb entra na onda de futuros concorrentes da hoje todo poderoso Netflix. Entre eles, a Disney e a Apple.

Por enquanto o serviço é restrito somente aos EUA.


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IBM anuncia o primeiro computador quântico

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Já li alguns artigos tentando mostrar o princípio da computação quântica. Mas seus autores simplesmente desistiam de tentar explicar a leitores leigos do que afinal como ele funciona. O que sabemos é que um computador quântico vai transformar os nossos atuais computadores em refugos obsoletos.

Essa nova era começou agora que a IBM anunciou o Q System One, o "primeiro sistema integrado de computação quântica". Ele vai ser destinado para pesquisas científicas, sistemas financeiros complexos e desenvolvimento da inteligência artificial. Nele, os bytes são substituídos por "qubits". Num computador quântico, os qubits podem estar em dois lugares ao mesmo tempo. 

O vídeo oficial da IBM (em inglês) mostra os detalhes desse lançamento revolucionário:



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A resiliência do radinho de pilha

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Essa propaganda publicada em 1941 no New York Times mostra um dos primeiros aparelhos que modificariam o mundo: o rádio portátil. Antes dele, rádios eram objetos pesados que ficavam no centro da sala e das atenções da família, dependentes da rede elétrica. Com o rádio portátil (e as pilhas) as pessoas puderam levar a diversão e a informação junto com elas, para onde quer que fossem. O anuncio não especifica, mas provavelmente esse aparelho só trabalhasse com a banda de AM. A FM ainda era um clube fechado.
Hoje, o rádio portátil não é mais necessário. Os Smartfones (quase todos) já incluem um receptor de FM. E vão muito, muito além disso - com aplicativos como o TuneIn somos capazes de captar qualquer emissora do mundo que transmita pela internet.
Mesmo assim, os radinhos de pilha sobrevivem. Podem ser encontrados em lojas de estações rodoviárias e bazares de bairros. Sua sobrevivência é um dos mistérios da vertiginosa metamorfose da tecnologia, especialmente na última década. O segredo …

Como eu uso as redes sociais (e não sou usado por elas)

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A primeira questão a ser levantada é: "você quer ter uma rede social?" Tem gente que opta por não ter. Outros dizem que detestam redes sociais - e postam compulsivamente contra redes sociais nas redes sociais. Cada um é cada um.

Eu pessoalmente acho as redes sociais uma das maiores invenções dos nosso tempos. Mas procuro o tempo todo controlar minha participação nas redes, e não ser controlado por elas. Afinal, trabalho muito e não posso passar meus dias cultivando likes e coraçõezinhos. Claro que todo mundo gosta de ser popular e ter sucesso. Mas é preciso ter consciência do que se está fazendo com essas redes. Elas são poderosas demais para serem mal administradas. Elas podem nos levar ao sucesso pessoal, mas também a catástrofes perfeitamente evitáveis.

Eu uso as redes sociais como se publicasse uma revista que fosse para as bancas. Ou seja, com todo cuidado para publicar posts sem erros, conscientes, úteis. E encaro cada rede com um objetivo específico:

FACEBOOK - a porta d…

O WhatsApp e o triunfo do silêncio

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Andar de metrô é ver metade dos passageiros de olho no celular, conversando pelo WhatsApp. Nas mesas de um restaurante, na fila do cinema, na festa da família, no corredor da firma é a mesma coisa. Pessoas estão teclando ou gravando mensagens para alguém distante.
Lembra-se quando todos falavam ao mesmo tempo no celular? Lembra daquela gritaria incessante, o tom de loucura coletiva em locais fechados? Eu prefiro mil vezes o silêncio dos olhos fixos na telinha iluminada. O WhatsApp, como outros comunicadores como o Messenger, o Hangouts e o Skype, nos trouxe um pouco mais de paz especialmente em aglomerações urbanas. Acho uma bobagem reclamar que as pessoas "não conversam mais" enquanto estão manipulando seus celulares. Ora, elas estão fazendo exatamente isso: conversando!

A necessidade compulsiva de conversar é outra questão, e parece ser uma característica dos brasileiros. Somos o país dos botecos, do papo descontraído, da conversa. Com isso, pode-se concluir que refletimos p…

O Big Brother está de olho (no Brasil)

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A revista britânica The Economist publicou uma matéria (reproduzida pelo jornal O Estado de São Paulo) sobre o uso da tecnologia pelo governo da China. É uma realidade assustadora, onde os passos de cada cidadão são seguidos por câmeras de segurança e monitoramento de redes sociais.

A matéria levanta uma questão muito importante que merece reflexão. A tecnologia é como uma caixa de Pandora, que se desenvolve de acordo com as necessidades humanas, mas que pode fugir ao controle de quem a criou. Câmeras de segurança foram criadas para coibir o crime, não para vigiar cidadãos inocentes. Redes sociais existem para unir as pessoas, não para controla-las.

O problema não é a tecnologia em si. É quem está no poder. A China é uma ditadura implacável. Esse avanço tecnológico torna ainda mais importante a manutenção da liberdade em um país. O Brasil está cheio de gente querendo uma ditadura, à esquerda e à direita. O Big Brother não escolhe o lado.



Muito mais sobre tecnologia e política em Alma Dig…