Escrevendo um livro no celular


Eu já escrevi livros em máquinas de escrever, desktops e notebooks. Agora estou escrevendo meu primeiro livro no celular.

Não é para todo mundo. Você precisa estar adaptado à telinha. Eu estou. Depois que meu iPad ficou velhinho, eu passei a ler praticamente tudo no celular - livros, jornais, revistas. De ler a escrever o passo é menor.

Meu livro está sendo escrito num Google Docs. Não se pode esperar muito de um processador de texto num celular. Então quanto mais simples, melhor. O Microsoft Word exige demais. O Google Docs cumpre a função muito bem no cellphone. (Mas na hora da edição final, o meu livro vai para o Word do desktop, claro).

Outra coisa: este livro específico é uma ficção. Se exigisse pesquisas, referências e links seria difícil de ser resolvido num celular. Como é um livro de pura imaginação, o fluxo de ideias fica bem mais simples. E tem mais uma vantagem: o celular oferece sugestões de palavras, e eu tenho me dado muito bem com elas. Se escrevo "gelad", basta clicar na sugestão "geladeira" e muito tempo é poupado.

Com o celular, o ato de escrever um livro se liberta de rituais e poses. Eu escrevo em qualquer lugar: no metrô, no restaurante, no banheiro, na fila do caixa, na cama. Quando o livro ficar pronto, faço questão de declarar nos créditos iniciais: "escrito parcialmente em celulares Moto G".


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